O calendário da vacinação na Suíça

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde Suíço (BAG/OFSP) elaborou um calendário de vacinação com base em três cenários. Dependendo da aprovação da vacina AstraZeneca e do interesse da população, a vacina estará disponível para todos os adultos dentro de dois a quatro meses.

Na quinta-feira, a OFSP deu um esboço mais preciso do calendário de vacinação para grupos considerados de risco mínimo, ou seja, adultos com menos de 65 anos de idade sem complicações. A data em que todos os adultos poderão receber uma primeira dose da vacina Covid-19 depende de dois parâmetros, explicou a OFSP. Em primeiro lugar, se a vacina da AstraZeneca é ou não autorizada na Suíça e, em segundo lugar, a percentagem de adultos que desejam ser vacinados.

Estes dois parâmetros combinados dão origem a seis cenários. No cenário mais favorável, a vacina da AstraZeneca é licenciada e cerca de 50% dos adultos solicitam a vacina. No cenário menos favorável, a vacina da AstraZeneca continua proibida e cerca de 75% dos adultos solicitam a vacina.

Os grupos

Para os seis grupos populacionais determinados pela OFSP, o calendário é o seguinte:

Grupo 1a: Pessoas com mais de 75 anos que vivem em lares e empregados nesses lares.
Percentagem da população: 27,5% no total para os grupos 1a e 1b.
Estado da vacinação (duas doses): concluída no início de Março.

Grupo 1b: Grupos de risco, isto é, pessoas com mais de 65 anos de idade e pessoas com condições que podem agravar os sintomas da Covid-19.
Percentagem da população: 27,5% no total para o grupo 1a e 1b.
Estado da vacina (primeira dose): Em curso. Deve ser concluído na segunda quinzena de Abril em qualquer cenário. Em alguns cantões, as pessoas de 65 a 75 anos de idade já podem ser vacinadas.

Grupo 2: Profissionais de saúde em contacto com pacientes Covid ou pacientes de um grupo de risco.
Percentagem da população: 4,9%
Estado da vacinação (primeira dose): Em curso. Prevê-se que esteja concluída no final de Abril (de acordo com 5 de 6 cenários) ou no início de Maio no caso da vacina AstraZenca não estar licenciada e a procura de vacina neste grupo ser elevada.

Grupo 3: Pessoas em estreito contacto com membros de um grupo de risco.
Percentagem da população: 14,5%
Estado da vacina (primeira dose): Previsto começar entre o início de Junho e o início de Julho e estar concluído entre o final de Junho (melhor cenário possível) e o final de Julho.

Grupo 4: pessoas que vivem e trabalham em instalações comuns em alto risco de surtos (locais de acolhimento, etc).
Percentagem da população: 1,2%.
Estado da vacina (primeira dose): Previsto começar entre o início de Junho e o início de Julho e estar concluído entre o final de Junho (melhor cenário possível) e o final de Julho.

Grupo 5: Todos os adultos não pertencentes aos grupos 1 a 4
Percentagem da população: 33,9%
Estado da vacina (primeira dose): Com início previsto entre o início de Junho e o início de Julho e conclusão entre o final de Junho (de acordo com o cenário mais favorável) e o final de Julho.

Mais de oito milhões de doses previstas até Julho

Estas datas só podem ser cumpridas se os fabricantes entregarem efetivamente as doses planeadas, disse a OFSP no final do documento, que enumera os vários cenários e os seus respetivos prazos.

Se tudo correr como planeado, a Suíça receberá entre Abril e o final de Julho 8,1 milhões de doses das vacinas já autorizadas (Moderna e Pfizer/BioNTech), disse quinta-feira o Conselho Federal. Os dois fabricantes garantiram que serão capazes de entregar a tempo e horas. O objetivo de administrar pelo menos uma dose a todos aqueles que a desejam receber até ao final de Junho continua a ser realista, de acordo com o governo.

E tu, queres ser vacinado?


"Estamos a começar a ver o efeito da vacinação" - Na Suíça

Na habitual conferência de imprensa do Ministério da Saúde Suiço (BAG/OFSP), Virginie Masserey, referiu os efeitos positivos da vacinação para os idosos.

"Parece que estamos a começar a ver os efeitos da vacinação para pessoas com mais de 80 anos", disse Virginie Masserey da OFSP esta quarta-feira. As hospitalizações continuam a cair para este grupo etário e os casos em lares de idosos "estão constantemente a cair".

Os casos continuam a aumentar

Em geral, a tendência no número de casos continua a aumentar: "Há um mês atrás, estávamos em cerca de 1000 casos por dia, hoje é por volta de 1800", disse Virginie Masserey . O número de hospitalizações e mortes, por outro lado, permanece estável.

Para além da vacinação, a OFSP acredita que existem outras razões para esta situação. Em primeiro lugar, existe, "como sempre", um desfasamento temporal entre o aumento do número de casos e o número de hospitalizações e mortes. Em segundo lugar, atualmente são sobretudo os jovens que estão a ficar infetados e as pessoas mais idosas se calhar numa segunda fase, observou Virgine Masserey.

Recomendações da OFSP antes da Páscoa

A OFSP deu na quarta-feira as suas recomendações para a Páscoa: fazer testes antes de participar às reuniões de família durante as férias da Páscoa. E, também, escolher um local ao ar livre onde as distâncias possam ser mantidas. As reuniões privadas dentro de casa continuam limitadas a 10 pessoas.

Virginie Masserey, convidou as famílias a discutir o assunto com antecedência, a fim de organizar as festas da melhor forma possível. Ela também convidou aqueles que desejassem ser testados a marcar uma consulta, como muitos o desejam fazer.

Ela também recordou que um teste de antigénio positivo deve ser confirmado por um teste PCR. E mesmo que o teste de antigénio seja negativo, todas as medidas, tais como o respeito pelas distâncias, devem continuar a ser aplicadas. O mesmo aplica-se às pessoas vacinadas. Nesta fase, não se pode excluir que possam transmitir o vírus.

A OFSP está a trabalhar num certificado de vacinação

A OFSP começou a trabalhar num certificado de vacinação que poderá estar disponível no Verão. O documento terá de ser uniforme, reconhecido internacionalmente e não falsificável, disse a directora da OFSP Anne Lévy à imprensa na quarta-feira.

"É um desafio criar um certificado reconhecido internacionalmente, embora não se saiba que sistema será posto em prática", salientou Anne Lévy. A Suíça está a acompanhar de perto os progressos sobre o assunto na União Europeia, mas não pode esperar por soluções da UE antes de iniciar o trabalho internamente, acrescentou ela.

Foi criado um grupo de trabalho. Os cantões e o sector privado também estarão envolvidos no desenvolvimento do certificado Covid-19. Deve estar disponível em papel e em formato digital. Certas restrições, tais como restrições de viagem, poderão ser atenuadas para as pessoas que possuem este documento.

Contudo, devido à falta de uma base jurídica, os dados não podem ser registados de forma centralizada. A pessoa vacinada será responsável pelo certificado. Inicialmente, o documento não terá em conta infeções passadas ou testes negativos, mas isto poderá ser acrescentado mais tarde.

 

 


Estado da vacinação na Suíça - 23.03

O ministério da Saúde público anunciou hoje o estado da vacinação na Suíça.

Doses de vacina recebidas na Suíça: 1 743 525

Doses de vacina entregues aos cantões: 1 424 675

Doses administradas até agora: 1 252 441

Doses administradas por 100 habitantes: 14,49

 

Pessoas completamente vacinadas até agora, por 100 habitantes: 5.39


Como saber quando és financeiramente independente?

Quando começas a ouvir pessoas falar de reforma antecipada, pensas, claramente, nas pessoas com 58 anos que querem a reforma antecipada aos 60 anos em vez dos 65 anos. Quando alguém que tem 30 anos fala de reforma antecipada, tu pensas que essa pessoa deve ser louca. Mas é aí que as tuas dúvidas comecem a aparecer: “é impossível”, “irás viver debaixo da ponte?”, “vais comer couves todos os dias?”, “como sabes se tens dinheiro suficiente para a tua reforma antecipada?”

Neste artigo vou te responder à última pergunta, como saber se já és financeiramente independente.

Depende do teu tipo de vida

De forma simples, o valor da tua liberdade financeira depende do estilo de vida que tens. Ou seja, uma pessoa que precisa de 3000 francos por mês para viver, precisa de mais dinheiro para ser livre financeiramente do que uma pessoa que precisa de 2500 francos por mês.

A regra dos 4%

Vamos imaginar que investiste somente em ações e obrigações, o qual vamos chamar de portfólio. Ou seja, neste portfólio tens todas as tuas poupanças, poupanças estas que te dão rendimentos graças aos investimentos efetuados.

E, aqui surge a regras dos 4%.

Esta regra existe há cerca de 20 anos, é uma regra discutida e utilizada nos anos 90. Os 4% fazem referência  ao dinheiro que podes levantar, por ano, do montante do teu portfólio de investimentos, caso este seja a tua única fonte de rendimentos para viveres na tua reforma.

Por exemplo, se tiveres 300 000 francos investidos no teu portfólio, no teu primeiro ano de reforma poderás retirar cerca de 4% desse montante, ou seja, 12 000 francos, 1 000 francos por mês. Nos anos seguintes, com a inflação, poderás aumentar esse valor e, se retiras somente esse valor, terás uma probabilidade de 95% que o teu dinheiro dure no mínimo 30 anos!

Ou seja, não precisas de outras fontes de rendimentos para que o teu dinheiro dure no mínimo 30 anos.

Esta suposição é feita se o teu Portfólio de investimentos contém 50% de obrigações e 50% de ações.

Se és caloiro neste mundo de investimentos, farei nos próximos tempos artigos com explicações técnicas neste domínio.

De onde vem esta regra?

Em 1998, um artigo intitulado “Retirment savings: choosing a withdrawal rate that is sustainable”, ou seja, “poupanças de reforma: escolher a taxa de levantamento sustentável”, fez a sua aparição. Esta publicação foi redigida por 3 professores de finanças da Universidade de Trinity, no Texas. Mesmo se a taxa de 4% foi adotada como uma taxa de levantamento sustentável, nada no estudo de Trinity apoia essa conclusão. Mas é uma publicação que deu boas conclusões.

Segundo estes, uma taxa de levantamento de 3% ou 4%, num portfólio dominado por ações, é extremamente conservador. Podias retirar mais dinheiro que os 4% num portfólio com estas características.

Sou obrigado a seguir esta regra?

Não, esta regra é simplesmente uma guia que te permite ter uma ideia de quanto dinheiro precisas para seres financeiramente independente. Esta regra funcionou nos anos 90, para um tipo de portfólio de investimentos específico. Esta regra foi fundada sobre dados históricos, onde os rendimentos obrigatórios e os rendimentos de dividendos eram superiores àqueles que os investidores recebem hoje em dia. No entanto, esta regra não tem em conta outras fontes de rendimentos que poderás ter.

Quando falo de independência financeira, não falo forçosamente de parar de trabalhar, mas de fazer o que queres realmente, projetos que te apaixonam e que, provavelmente, te darão fontes de rendimento. O facto de seres livre financeiramente dá-te simplesmente segurança para fazeres o que te apetece.

Então, quanto preciso para a minha reforma antecipada?

Para saberes quanto precisas para a tua liberdade financeira, multiplica por 25 o dinheiro que precisas para viver durante um ano. No meu caso e tendo vontade de voltar para Portugal, sei que o meu custo de vida será inferior ao que tenho na Suíça.

Acredito que com cerca de 1100 euros por mês, se tiver já uma casa paga em Portugal, com o estilo de vida que tenho, conseguirei viver sem problemas.

Ou seja, multiplicando esse valor por 12 meses, e por 25 anos, preciso de 330'000 euros no meu portfólio para ser livre financeiramente.

Claro que os teus investimentos podem ser imobiliários, e podes fazer contas consoante o lucro que recebes anualmente desses investimentos. Se tivesse vários bens imobiliários que me dessem limpos 1100 euros por mês, já me consideraria praticamente livre financeiramente. No entanto, seria mais conservador, querendo um valor mensal superior ao 1100 euros/mês. Pois, o mercado imobiliário pode ter algumas surpresas, sobretudo ao nível da manutenção e, também, se os arrendatários não cumprirem com o acordado.

E tu, queres ser livre financeiramente? Qual o valor que precisas para atingir a tua liberdade financeira?


Qual banco escolher na Suíça, para poupar dinheiro - NEON

Estamos numa era em que os bancos digitais estão a surgir por toda a parte. E são, muita das vezes, grátis para grande parte dos serviços e transações. Algo que não acontece geralmente quando abres uma conta em bancos tradicionais.

Evitar os bancos tradicionais, sobretudo no início da tua vida na Suíça

Com os elevados preços dos bancos tradicionais, é importante ter uma alternativa viável e barata, mas que te permita ter as funções principais na Suíça, como o pagamento de faturas. Para isso, proponho-te de abrires uma conta com Neon. E ao registares-te com Emigrar, ganhas 10 francos.

O que é Neon?

Neon é um banco digital onde as tuas contas são geridas pela Hypotherbank Lenzburg. Como este banco não tem escritórios, não tem muitos empregados, conseguem oferecer um serviço com preços muito baixos. E, para além disso, o teu dinheiro está protegido pela lei Suíça, ou seja, o teu dinheiro está seguro até um valor de 100'000 francos, algo que não acontece em outros bancos digitais mais conhecidos, tal como Revolut, onde o teu dinheiro não está de todo assegurado!

Posso abrir uma conta Neon?

Se tiveres mais de 16 anos e tiveres o teu domicílio na Suíça e pagares os teus impostos cá, podes abrir uma conta Neon.

Quais são as taxas nas contas Neon?

Se seguires algumas regras simples, Neon será totalmente grátis para ti. Para abrires uma conta na Neon, é totalmente gratuito. Não há qualquer custo de gestão de conta, ao contrário de muitos bancos tradicionais.
Todos os teus pagamentos em Francos são gratuitos.

Pagamentos no estrangeiro com a carta, também não têm taxas adicionais acrescidas ao câmbio atual. Este é o único banco Suíço com essas condições.

Depois, existem algumas taxas a pagar, em algumas transações.

Se quiseres retirar dinheiro num multibanco/ATM na Suíça, só o podes fazer duas vezes por mês. Se retirares mais do que duas vezes, terás de pagar uma taxa de 2 francos. Nos dias que correm, em que o dinheiro vivo já não é muito utilizado, essas taxas são facilmente evitáveis.

Se retirares dinheiro no estrangeiro num multibanco/ATM, terás de pagar uma taxa de 1.5% do valor retirado. Claro que isto não é de todo interessante, mas com qualquer banco vais pagar taxas retirando dinheiro no estrangeiro.

Para transferires dinheiro para o estrangeiro, terás uma taxa de câmbio entre os 0.8% aos 1.7%. Não é a melhor taxa de câmbio que se encontra no mercado, mas é melhor que os bancos tradicionais.

Vantagens de Neon

  • Bem utilizado, pode ser um banco totalmente gratuito para ti.
  • Podes pagar as tuas faturas na Suíça e tem a função ebill!
  • Tens o teu dinheiro assegurado até 100'000 francos.
  • Não tens taxas adicionais em pagamentos no estrangeiro, utilizando a tua carta.
  • Fácil de utilização através da aplicação.

Desvantagens de Neon

  • A abertura da tua conta desde a tua inscrição pode demorar alguns dias.
  • Não há escritórios, portanto todo o apoio tem de ser dado por telefone, por vezes, pode ser complicado.
  • Só tens um cartão mastercard. Alguns pequenos comércios não aceitam este tipo de cartas, mas é raro. Nesta situação, podes retirar o dinheiro no multibanco.
  • Se quiseres colocar dinheiro vivo na tua conta Neon, vais ter de te deslocar aos correios Suíços. Terás de pagar uma taxa entre os 2 francos e os 4.75 francos para colocares o dinheiro vivo na tua conta.

Ganha 10 francos ao abrires uma conta com o código emigrar

Ao abrires a tua conta com o código "emigrar", vais receber 10 francos na tua nova conta Neon.  Para ser totalmente transparente, do meu lado vou ganhar 10 francos por cada inscrição, e tu vais ganhar 20 francos. Uma entrada de dinheiro que me permite continuar a apoiar a nossa comunidade portuguesa na Suíça da melhor forma e, na maior parte das vezes, gratuitamente!

Se tiveres dificuldades em abrir a conta, não hesites em contactar-me.


Restaurantes, teatros, ginásios, etc., não vão abrir para já!

Os restaurantes não reabrirão as suas esplanadas a 22 de Março. O Conselho Federal adiou as principais medidas de redução esta sexta-feira. A única concessão: os ajuntamentos em casa poderão ser até 10 pessoas.

Na semana passada, o governo colocou para consulta um pacote de flexibilizações. Para além da reabertura das esplanadas, os teatros, cinemas e centros desportivos teriam sido tornados novamente acessíveis condicionalmente. Os cantões eram a favor.

Deterioração

Tendo em conta o agravamento da situação epidemiológica, o Conselho Federal não adoptou as medidas planeadas.

Esta redução foi decidida em antecipação da Páscoa, explica o governo num comunicado de imprensa. No entanto, recomenda limitar o número de agregados familiares presentes e ser testado antes de conhecer a família e amigos.

1748 novos casos de coronavirus em 24 horas

O Gabinete Federal de Saúde Pública (BAG/OFSP) anunciou que a Suíça teve 1.748 casos adicionais de coronavírus nas últimas 24 horas. Foram relatadas 17 mortes adicionais e 66 pacientes foram hospitalizados.

Nas últimas 24 horas, foram transmitidos os resultados de 43.450 testes, de acordo com a OFSP. A taxa de positividade é de 4,02%. Durante os últimos catorze dias, o número total de infecções é de 17,948. Nas últimas duas semanas, o país teve assim 207,62 novas infecções por 100.000 habitantes. A taxa de reprodução, que tem um atraso de cerca de dez dias, é de 1,13.

Estado da vacinação

142,550 novas vacinações em 7 dias

De 11 a 17 de Março, foram administradas 142.550 doses da vacina Covid-19 na Suíça, de acordo com dados publicados na sexta-feira no website do Gabinete Federal de Saúde Pública. Em média, foram efectuadas 20.364 vacinações por dia.

Em comparação com a semana anterior, a taxa de injecções abrandou 7%. No total, foram efectuadas 1.181.090 vacinações até quarta-feira. Até agora, 433.411 pessoas foram totalmente vacinadas. Isto significa que 5% da população já recebeu duas doses de vacina. 314.268 pessoas receberam apenas o primeiro tiro.

Cerca de 155.185 doses de vacina foram entregues aos cantões, mas ainda não foram utilizadas. Além disso, 52.050 doses foram guardadas pela Confederação.

Fonte: RTS


Estado da vacinação e conferência de imprensa

O Ministério da Saúde Suíço voltou hoje à habitual conferência de imprensa.

150 000 novas vacinações em 7 dias

De segunda-feira a domingo, 149.949 doses de vacina contra a Covid-19 foram administradas na Suíça, de acordo com dados publicados pelo Gabinete Federal de Saúde Pública.

Em média, foram efetuadas 21.421 vacinações por dia. Em comparação com a semana anterior, a taxa de injeções aumentou 4%.

No total, foram efetuadas 1.101.753 vacinações até domingo. Até agora, 394.926 pessoas foram totalmente vacinadas. Isto significa que 4,6% da população já recebeu duas doses de vacina. 311'901 pessoas receberam apenas a primeira dose.

Um total de 196.497 doses de vacina foram entregues aos cantões, mas ainda não foram utilizadas. Além disso, 62.775 doses foram guardadas pela Confederação.

A Suíça à beira de uma terceira vaga?

Durante a conferência de imprensa do Ministério da Saúde, o seu Chefe da Secção de Gestão de Crise, Patrick Mathys, expressou a sua preocupação com a situação atual.

"O número de casos na Suíça continua a aumentar", disse ele. "O desenvolvimento é muito incerto neste momento e a questão é se a Suíça está à beira de uma terceira vaga. Patrick Mathys não respondeu a esta pergunta, mas observou que "temos de continuar a ser cautelosos".

Revendo os últimos números, Patrick Mathys apontou para o aumento de novos casos, após um declínio em Janeiro e uma estagnação em Fevereiro. "Desde a última semana de Fevereiro, o número de casos tem vindo a aumentar novamente", disse ele.

O Chefe da Gestão de Crise também manifestou preocupação com a taxa de reprodução, que atualmente se situa em 1,14. "Portanto, há uma boa hipótese de que nas próximas quatro semanas, mais ou menos, o número de casos possa duplicar", advertiu ele.

A variante britânica dominante na Suíça

As variantes do coronavírus são agora dominantes na Suíça, sendo responsáveis por 80% das novas infeções, disse Patrick Mathys.

"A variante britânica é responsável pela maior parte destas estirpes, enquanto a variante sul-africana é raramente encontrada e uma das duas variantes brasileiras é muito esporádica", disse Patrick Mathys.

"As propriedades destas novas variantes são suscetíveis de influenciar a evolução epidemiológica na Suíça", relatou. De acordo com as informações disponíveis na OFSP/BAG, a variante britânica causará mais infeções do que as outras variantes. "Com esta maior facilidade de transmissão, haverá um aumento do número de casos, e é isto que está a acontecer na Suíça neste momento", disse o funcionário.

Testar 40% da população móvel todas as semanas

O chefe adjunto da Secção de Direito dos Produtos Terapêuticos da BAG/OFSP falou numa conferência de imprensa sobre a nova estratégia de testes apresentada pelo Conselho Federal na sexta-feira passada.

"Esta estratégia reforçada está agora centrada em testes repetidos em larga escala da população", explicou Fosca Gattoni. "Este é o segundo pilar  no qual nos queremos concentrar. O objectivo é testar até 40% da população móvel uma vez por semana.

O objetivo é testar o maior número possível de pessoas em empresas, escolas ou instituições, disse ela. "Estas são muitas vezes pessoas sem sintomas, que não estão conscientes de que podem transmitir o vírus".

"Para além destes testes em larga escala, os indivíduos também podem ser testados gratuitamente", disse Gattoni. Estão previstos para este fim testes antigénicos rápidos, concebidos para limitar a transmissão no domínio privado. O objetivo é isolar os casos positivos o mais rapidamente possível.

"Tal como com as outras medidas, contamos com a responsabilidade individual de cada pessoa", disse ela. Esta abordagem estruturada dos testes destina-se a acompanhar as medidas de relaxamento, disse ela.

Passaporte de vacina em cima da mesa também na Suíça

A Suíça está a acompanhar de perto os planos internacionais para um passaporte vacinal, disse o chefe da secção de gestão de crises do Departamento Federal de Saúde Pública na terça-feira à tarde, em resposta a uma pergunta de um jornalista.

"Há iniciativas a nível europeu, mas também a nível global", disse Patrick Mathys. "O objetivo deve ser que todos possam apresentar um passaporte de vacinação universal.

Tal documento deve existir no futuro, salientou, uma vez que muitos países têm restrições de entrada. "Os esforços nacionais devem portanto ser integrados num contexto europeu que, por sua vez, deve ser integrado num contexto global. Não é fácil encontrar um denominador comum, mas trabalharemos sobre ele de qualquer forma", disse Patrick Mathys.


Redução de medidas em consulta, apesar de situação frágil na Suíça

Na conferência de imprensa do dia de hoje, Alain Berset referiu que os casos estão a aumentar e nos encontramos numa situação frágil. No entanto, a redução de medidas foi posta em consulta com os cantões. Decisão definitiva a 19 de março.

Eventos públicos: 150 pessoas no exterior, 50 no interior

Tal como anunciado, o Conselho Federal submete hoje o seu projecto da segunda flexibilização aos cantões para consulta. Prevê a reautorização de eventos públicos, sujeita a certas restrições. O número de visitantes deve ser limitado a 150 pessoas ao ar livre - para um jogo de futebol ou um concerto ao ar livre, por exemplo - e a 50 pessoas em salas de cinema, teatros e salas de concertos. Ao mesmo tempo, a capacidade do local que acolhe o evento deve ser limitada a um terço. Os visitantes devem estar sentados a pelo menos 1,5 m dos seus vizinhos ou separados deles por um assento, e devem usar uma máscara a todo o momento. Não é permitido beber e não são recomendadas intermissões.

Outros eventos: 15 pessoas no máximo

Para além de eventos privados e actividades desportivas e culturais, que já são permitidos, outros eventos serão novamente possíveis, até 15 pessoas. Estes incluem, por exemplo, visitas a museus, reuniões de associações ou outros encontros no campo do entretenimento e do lazer.

Até 10 pessoas em casa

O número de pessoas que se podem encontrar dentro de casa no círculo familiar e privado é aumentado de 5 para 10. É recomendado limitar o número de pessoas a alguns agregados familiares. Fora, o limite já está fixado em 15 pessoas.

Reabertura de esplanadas de restaurantes

Está previsto que os restaurantes e bares possam reabrir as suas esplanadas. Os clientes terão de comer enquanto sentados e só poderão retirar as suas máscaras enquanto comem. Cada mesa pode acomodar um máximo de quatro pessoas, cujos dados devem ser registados. As mesas devem estar separadas pelo menos 1,5 metros, a menos que seja instalada uma separação. As discotecas e os salões de dança permanecerão fechados. É de notar que o apoio económico à indústria da restauração será mantido.

Instalações e estabelecimentos acessíveis ao público

As instalações de lazer e entretenimento poderão reabrir, assim como as lojas e museus. Os jardins zoológicos e botânicos podem ser reabertos na sua totalidade, desde que seja garantido o uso de máscaras e o respeito pelas distâncias. Os centros de bem-estar e as piscinas cobertas permanecerão fechados.

Desporto e cultura para adultos: até 15 pessoas autorizadas

Actividades desportivas e culturais "amadoras" serão agora permitidas até 15 adultos, quer participem individualmente ou em grupo. No exterior, deve ser usada uma máscara ou deve ser mantida uma distância de pelo menos 1,5 m. No interior, deve ser usada uma máscara e a distância mantida. As excepções são possíveis para exercícios de resistência, centros de fitness e coros, por exemplo. Recomenda-se que seja testado de antemão. Os desportos que envolvam contacto físico continuarão a ser proibidos dentro de casa, mas serão possíveis ao ar livre se for usada uma máscara. A proibição de competições é mantida, qualquer que seja o desporto. É ainda aconselhável preferir actividades ao ar livre.

Ensino presencial nas universidades e para a educação contínua

O ensino presencial é mais uma vez permitido em todo o lado, sujeito a certas restrições. O número de participantes será limitado a 15 pessoas e as salas de formação só poderão ser utilizadas até um terço da sua capacidade. A distância e o uso de máscaras serão obrigatórios.

Relaxamento do uso de máscara em lares de idodos e quarentena devido ao contacto nas empresas

As pessoas de lares de idosos que tenham sido vacinadas já não serão obrigadas a usar uma máscara. Além disso, a obrigação de quarentena devido a contactos próximos será levantada para os trabalhadores das empresas onde pelo menos 80% da mão-de-obra é testada pelo menos uma vez por semana, bem como para as pessoas vacinadas.

Campanha de testes em massa confirmada após consulta aos cantões

Na sua reunião de 12 de Março, o Conselho Federal, após consulta aos cantões, aprovou também o reforço previsto da sua estratégia de rastreio sem alterações significativas. O objectivo é apoiar a retoma gradual da vida económica e social através de uma maior prevenção e da detecção precoce de surtos locais. A partir de 15 de Março, o governo federal cobrirá os custos de testes rápidos em todos os sítios actualmente licenciados, incluindo os de pessoas não-sintomáticas. Assim que os auto-testes fiáveis estejam disponíveis na Suíça, todos devem poder receber cinco testes gratuitos por mês. As empresas e escolas devem ser capazes de realizar testes de grupo gratuitamente.


Um carro na Suíça dá-te cabo do orçamento

O carro é um assunto sempre delicado para falar quando falamos de finanças pessoais.

Sim, é certo, nem todos podemos-nos livrar do carro, pois talvez porque precisas dele para o teu trabalho, porque tens três filhos, um que toca piano, outro que faz yoga e o outro pônei aquático, com horários loucos, no fundo de um vale transversal ao vale do rio Ródano.

O carro uma história de amor?

Já reparaste que muitos de nós, emigrantes, depois de algum tempo depois de chegarmos à Suíça queremos ter um bom carro. Claro, que existem muitas excepções, mas é verdade que grande parte de nós faz isso. Eu fiz o mesmo, e percebi que errei.

Não nos vamos enganar, chegamos a um país em que temos um óptimo poder de compra comparado a Portugal. De um lado, queremos aproveitar esse poder de compra para ter um carro que, possivelmente, não seria possível tendo ficado em Portugal. Por outro lado, também é uma forma de mostrarmos que estamos bem e que fizemos uma boa escolha em emigrar. Depois, há pessoas que simplesmente gostam de carros, o que é perfeitamente normal.

Mas a verdade, é que o carro é uma das maiores despesas, sobretudo na Suíça.

Carros caros -> seguros caros

Vivemos num país onde os seguros são reis.

Reis. porque são caros.

Na Suíça, uma fatia do orçamento familiar é para pagar seguros. E infelizmente, esses não são baratos.

Um aparte, na página também propomos seguros em parceria com empresas portuguesas que se encontram na Suíça e poderemos ver contigo de que forma podes poupar e ter o melhor seguro consoante a tua utilização :) Podes me mandar uma mensagem se estiveres interessado.

O seguro do carro, como é óbvio, será mais caro quanto mais caro for o carro.

Depois temos o facto de sermos portugueses. Os portugueses pagam mais caro o seguro do que os Suíços. Será descriminação?

Não, não é. Infelizmente são estatísticas.

Como os portugueses fazem mais estragos, os seguros são mais caros. - E infelizmente, por vezes, pagamos pelas fraudes dos outros. O que não percebem é que pagamos todos por isso. -

Perda de valor do carro

Infelizmente, os carros perdem valor a cada dia que passa. Em média 10% por ano. Esse valor é mais elevado para carros novos e inferior para carros mais antigo.

Por isso, se precisares de um carro, compra em segunda mão...mas também com cuidado.

E se tiveres leasing...

Por vezes não conseguimos comprar um carro a pronto. E fazemos um leasing. Fiz o mesmo. E arrependo-me, pagas juros por algo que perde valor a cada dia que passa. O mesmo não acontece por exemplo com um investimento imobiliário, que por vezes, ganha valor ao longo do tempo.

Ou seja, andas a pagar taxas e taxinhas, para algo que no final do teu leasing, vai valer muito menos e que não te dá retorno. Será que vale a pena?

Se puderes....compra sem leasing!

O imposto automóvel

Se já não chegassem os gastos já enunciados, ainda temos de pagar o imposto automóvel.

Como se calcula esse imposto?

Uma boa pergunta. Pois, depende do cantão da imatriculação.

Pode depender da cilindrada, potência (CV), peso total ou certos critérios combinados.

Se tiveres gostos de luxo, por exemplo um Porsche 911 Carrera 4S PDK vais pagar 400 francos no cantão do Valais e 2043 francos no cantão de Genève. Ou seja, 5 vezes mais em Genève.

Para andar nas auto-estradas também pagas

Felizmente andar nas auto-estradas na Suíça só custa 40 francos por ano.

Mas, não deixa de ser mais uma despesa que tens de adicionar.

Pneus de verão e inverno, custos de manutenção, reparações...

Para além de todos os custos anterior, ainda tens tudo o que é manutenção e pneus. Reparações e manutenção na Suíça é caro. Pois, vivemos num país onde a mão de obra é cara. Por isso é que também é importante ter um carro fiável e, ao comprar um carro em segunda-mão, verificar tudo ao pormenor. Porque às vezes o barato sai caro.

E claro, o carro não anda sozinho, tens os custos da gasolina e gasóleo (ou eletricidade).

E, ainda, o lugar de estacionamento

É possível que tenhas de pagar um lugar de estacionamento. Este pode custar 50 francos por mês ou até pode chegar a 200 ou 300 francos por mês em cidades onde os estacionamentos são raros.

Estamos a falar de uma despesa anual de 600 a 3600 francos por ano.

Estamos a falar de 6000 a 36000 francos em 10 anos.

Se puderes, não compres carro.

Se quiseres a tua independência financeira o mais rápido possível: não compres um carro. Esta é uma das maiores despesas na Suíça

Vivi dois anos sem carro e foi perfeito. Temos sorte de viver num país onde temos uma das melhores redes de transportes do mundo. Os SBB-CFF-FFS é sem dúvida uma das melhores redes ferroviárias do mundo.

Claro, também não é barato. Mas se contabilizares tudo, o comboio é bem mais barato.

Infelizmente, com o trabalho que tenho atualmente e com o contrato que assinei, sou obrigado a ter um carro. Portanto, não me posso safar. No entanto, somos dois no agregado familiar, e só temos um carro.

Se não puderes livrar-te do carro, pelo menos tenta ter só um.

E tu, conseguirias viver sem carro?


600 relatos de efeitos indesejáveis devido às vacinas na Suíça

Até ao dia 8 de Março, o Swissmedic tinha avaliado 597 relatórios de suspeitas de reações adversas às vacinas Covid-19 na Suíça. A maioria das reações (70,4%) foi ligeira, mas 177 relatórios (29,6%) foram considerados "graves".

Estes últimos casos envolveram indivíduos que necessitaram de hospitalização, ou reações consideradas clinicamente significativas por outras razões. Na maioria dos casos, as reações em questão não puseram em perigo a saúde das pessoas em causa, disse a autoridade de controlo Swissmedic.

O tipo de reações

As reações mais frequentemente relatadas nos chamados casos "graves" foram: febre (24), angústia respiratória (18), doença de Covid-19 (14), náuseas (11), hipersensibilidade (11)/reações anafiláticas (11), dores de cabeça (11) e reativação da zona (8).

Em 21 destes casos graves, as pessoas vacinadas faleceram após um certo período de tempo. A idade média era de 85 anos, e a maioria tinha graves condições médicas pré-existentes. Apesar da correspondência temporal, não há provas concretas de que as mortes estivessem relacionadas com a vacina.

Perfil de eventos adversos conhecidos

Dos 597 relatórios apresentados, 343 foram para a vacina Pfizer/Biontech e 251 para a vacina Moderna. Três relatórios não especificaram qual foi a vacina administrada.

Os relatórios de eventos adversos da vacina recebidos e analisados até à data confirmam em grande parte o perfil conhecido dos efeitos secundários das vacinas. Eles não alteram o perfil positivo de risco/benefício das vacinas, salienta o órgão Swissmedic.